Ser policial não é sobre ter raiva. É sobre proteger. - Concurso Policial - o passo-a-passo para se tornar policial

Carreira Policial

Ser policial não é sobre ter raiva. É sobre proteger.

Capitão Danillo
Escrito por Capitão Danillo
Ser policial não é sobre ter raiva. É sobre proteger.
Dicas e técnicas para chegar à aprovação mais rápido

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Recentemente, perguntei a um candidato ao concurso da polícia o que fazia com que ele decidisse se tornar policial. Ele me respondeu: “tenho raiva de bandido”. Mesmo sendo compreensível o sentimento que muitas pessoas possuem quando se deparam com injustiças, é importante compreender a natureza da atividade policial, e o quanto pode ser arriscado escolher uma profissão tendo como base sentimentos e emoções como a raiva.

É importante lembrar que, ao se tornar policial, você será contratado pelo Estado, para atuar dentro de parâmetros legais previamente estabelecidos. Ou seja: não importa o que você sente em relação a quem comete um crime. O que importa é o que diz a lei. Ao se deparar com um crime ocorrendo, você não pode ser mais flexível do que a lei permite, nem pode exceder o que a lei determina.

“Quando associamos a profissão policial a sentimentos como a raiva, tendemos a buscar fazer justiça com as próprias mãos”

A natureza da profissão policial está muito mais ligada com a necessidade de proteger quem está em risco do que impor qualquer tipo de sofrimento a quem comete alguma infração. Quando associamos a profissão policial a sentimentos como a raiva, tendemos a buscar fazer justiça com as próprias mãos, ignorando o que é tecnicamente correto. Em vez disso, o policial deve atuar sempre prevenindo a ocorrência de crimes, e protegendo quem possa estar sendo submetida a algum tipo de violência ou negação dos seus direitos.

É verdade: em alguns casos, o policial precisa usar a força e até chegar ao limite de tirar a vida de alguém para proteger um inocente. Mas mesmo esse tipo de ação deve estar pautada no que a lei permite. O policial não tem responsabilidade pelas causas que levaram alguém a cometer um crime. Portanto, não é ele que tem a tarefa de dar lições a quem esteja praticando uma infração penal. Nós protegemos as vítimas ou potenciais vítimas. Com profissionalismo, técnica e motivação legal. A raiva, e outros sentimentos, devem estar reservadas para as relações pessoais.

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