5 fatores que vão lhe tornar um bom policial após a aprovação - Concurso Policial - o passo-a-passo para se tornar policial

Carreira Policial

5 fatores que vão lhe tornar um bom policial após a aprovação

Capitão Danillo
Escrito por Capitão Danillo
5 fatores que vão lhe tornar um bom policial após a aprovação
Dicas e técnicas para chegar à aprovação mais rápido

Aprenda a se preparar para o seu Concurso Policial:

Quem pretende ser policial deve, desde já, refletir que perfil profissional pretende adotar quando for aprovado no concurso público. Boa parte da forma como vai atuar enquanto policial depende do que você já é como pessoa, da sua visão de mundo, da sua perspectiva de vida.

Por isso selecionei 5 aspectos fundamentais que você precisa considerar para se tornar um bom policial após ser aprovado no concurso. A ideia é que desde já você entenda a complexidade e os desafios da profissão.

Obviamente, existem muitos outros elementos que vão lhe tornar um bom profissional. Mas considero esses fundamentais, e pouco percebidos pela maioria dos candidatos.

Legitimidade

Muitos policiais confundem legalidade com legitimidade. Embora seja o primeiro passo para o desenvolvimento de sua ação, a legalidade não é suficiente para que um policial tenha legitimidade.

Uma simples ordem dada por um policial, mesmo sendo perfeitamente legal, pode se tornar ilegítima por causa da forma como se dá a ordem. Se usa arrogância ou desprezo, por exemplo, a ordem passa a ser questionada não pela sua legalidade, mas por sua legitimidade.

Talvez um Juiz possa atuar sem muitos embaraços se apenas for legalista. O policial precisa de algo mais.

Honestidade e sinceridade

Não é possível garantir que a ação da polícia seja respeitada quando, na condição de cidadão, o policial não cumpre seu dever. Da mesma forma, o policial não pode voltar atrás de sua ação legal, qualquer que seja a razão.

A comunidade deve enxergar no policial uma figura que, além de cumprir seus deveres, não permitirá que direitos sejam desrespeitados por quem quer que seja. Por isso, mesmo o mais importante membro da comunidade – lideranças comunitárias incluídas – deve saber, com sinceridade, que os valores da integridade social estão acima de qualquer relação individual.

Para alcançar legitimidade não é preciso ser leniente. Ao contrário.

Capacidade de ouvir

Toda organização bem-sucedida deve ser sensível às impressões e opiniões que o público tem dos serviços prestados.

“Saber a opinião da comunidade também faz com que ela se sinta parte do trabalho desenvolvido pelos policiais, evitando oposição à atuação.”

Parece óbvio e redundante, mas nem sempre é colocado em prática pelos policiais o acolhimento do feedback visando fortalecer o que há de bom, extinguir o que há de ruim e aperfeiçoar o que há de defeituoso em sua ação.

Saber a opinião da comunidade também faz com que ela se sinta parte do trabalho desenvolvido pelos policiais, evitando oposição à atuação.

Respeito à cultura e hábitos

É comum (por ser mais fácil e cômodo) que a atuação policial em uma comunidade tenha a natureza de um “choque de ordem”, assumindo o tom meramente proibitivo, desconsiderando os hábitos da população e sua cultura.

Dizer “não” a tudo certamente evita que delitos ocorram, mas também evita que a vida social das pessoas se realize. O desafio é garantir  que a sociabilidade da comunidade se mantenha prevenindo a incidência de violências.

Cada comunidade tem uma dinâmica de horários, de formas de divertimento e interação. Ao considerar tudo isso, a polícia se integra ao contexto social e é mais reconhecida pela comunidade.

Capacidade de mediação e prevenção

Em toda relação humana ocorrem desacordos, disputas e desentendimentos. A incapacidade de lidar com essas questões, em último grau, pode levar à violência.

Considerando o papel preventivo que deve ter a atividade policial, mediar adequadamente os conflitos que nascem em uma comunidade é algo central. Essas pequenas mediações são a principal tarefa que a maioria dos policiais fazem nas ruas, o que acentua a necessidade de preparo e aprofundamento nas técnicas de mediação.

Quanto mais mediações bem-sucedidas o policial faz, menos precisa usar a força, eliminando os riscos para todas as partes (policiais incluídos).

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