5 ideias erradas de candidatos a concurso policial

Ideias erradas dos concurseiros policiais

1. Irão trabalhar na cidade em que moram logo depois do curso de formação

As polícias estaduais e federais contam com um grande espaço territorial em seu campo de atuação. Geralmente, muitos municípios são possíveis como lugar de trabalho para quem está se formando. E se houver alguma inteligência na gestão de pessoal das polícias, provavelmente a distribuição do efetivo pode ocorrer de acordo com a antiguidade dos policiais. Ou seja, pelo menos inicialmente, é bem possível que você vá trabalhar longe de casa.

2. Irão trabalhar no administrativo

Vestir farda, ter poder de polícia, portar arma, ter emprego estável e não viver nas ruas as dores e as delícias de ter estas prerrogativas: sonho de muitos concurseiros. Lamentamos dizer que a grande maioria dos policiais trabalham “na ponta”, executando o trabalho principal das polícias: policiando! Se você quer fugir desta realidade, melhor pensar se é isto que você quer.

3. Não correrão risco de vida

Certamente, mais de 80% das ocorrências que você se envolver enquanto policial (principalmente militar) serão de pequeno potencial ofensivo – brigas de casal, desordens, pequenos roubos etc. Mas apenas uma ocorrência das várias que você enfrentará é o suficiente para uma tragédia ocorrer. Ou seja, prepare-se para a tensão de pôr sua vida em risco.

4. Poderão usar o poder policial para resolver questões particulares

Muita gente anseia entrar na polícia para compensar frustrações pessoais. Sabe aquele vizinho que sempre lhe encheu o saco quando vocês jogavam futebol na rua? Não é tentador encontrá-lo durante o serviço policial e dizer poucas e boas a ele? O nome disso é abuso de autoridade, motivo suficiente para que seja demitido, levando uma ficha difícil de limpar.

5. Virarão “Rambo”

Se você pensa que ser policial no Brasil tem muito a ver com o modelo de policial exibido nos filmes norte-americanos, está completamente enganado. A todo momento, a humanidade do policial lhe aponta limites, a comunidade lhe cobra, a imprensa investiga suas falhas, a Justiça o condena por erros cometidos, a Lei impõe obstáculos. Nada parecido com o vivido por certos personagens cinematográficos que matam, agridem e se aventuram a seu bel prazer.